Modelo de avaliação terapêutica ocupacional

Ficha de avaliação inicial: demanda ocupacional, anamnese, desempenho em AVDs/AIVDs, componentes de desempenho, instrumentos, raciocínio clínico ocupacional, objetivos e plano.

Para terapia ocupacional

O que o documento precisa ter

Demanda ocupacional · obrigatório
Sempre presente.
Anamnese · obrigatório
Sempre presente.
Desempenho ocupacional · obrigatório
Sempre presente.
Componentes de desempenho
Quando se aplica.
Instrumentos
Quando se aplica.
Raciocínio clínico ocupacional · obrigatório
Sempre presente.
CID
Quando se aplica.
Objetivos ocupacionais
Quando se aplica.
Plano terapêutico · obrigatório
Sempre presente.

Exemplo preenchido

Paciente e dados fictícios

Avaliação terapêutica ocupacional

Demanda ocupacional
Paciente e esposa buscam retomar a independência nas atividades de autocuidado e voltar a cozinhar para a família após AVC há 4 meses.
Anamnese
Paciente de 58 anos, destro, com sequela de AVC isquêmico à esquerda (hemiparesia direita de predomínio braquial) há 4 meses, com alta da fisioterapia hospitalar e em acompanhamento neurológico. Aposentado recentemente, mora com a esposa em casa térrea; era responsável pelo preparo das refeições e pela manutenção da horta. Segundo a esposa, desde o AVC passa a maior parte do dia sentado assistindo televisão e evita usar a mão direita. Nega quedas. Em uso de AAS e anti-hipertensivo conforme prescrição médica. Sem adaptações no domicílio; sem órtese em uso.
Desempenho ocupacional
Alimentação: come com a mão esquerda, dificuldade para cortar alimentos; necessita assistência mínima. Vestuário: veste a parte superior com assistência moderada (botões e mangas), parte inferior com supervisão. Higiene e banho: supervisão, não lava o membro superior esquerdo com a mão direita. Transferências e mobilidade funcional: independente, com cadência lenta. AIVDs: não retomou preparo de refeições nem tarefas domésticas; esposa assumiu medicação e finanças. Lazer: abandonou a horta. Participação social reduzida, recusa visitas.
Componentes de desempenho
• Motor · MSD: flexão ativa de ombro 90°, extensão de cotovelo limitada em -15°, punho em leve flexão, preensão grosseira presente e fraca (dinamometria 8 kgf vs 32 kgf à esquerda), pinça fina ausente. Ashworth 1+ em flexores de cotovelo e punho. Controle postural sentado adequado. • Cognitivo · Orientado, atenção sustentada preservada em tarefa de 10 minutos; sem sinais de negligência ou apraxia nas tarefas observadas. • Sensorial · Hipoestesia tátil leve em mão direita, propriocepção de dedos preservada; sem dor. • Psicossocial · Humor rebaixado referido pela esposa, baixa iniciativa; boa interação quando a tarefa é significativa (falou da horta com entusiasmo).
Instrumentos
• COPM: desempenho 3,4 / satisfação 2,6 (cozinhar, vestir-se sozinho, cuidar da horta) • Índice de Barthel 70/100 • Box and Blocks MSD 11 blocos / MSE 48 blocos
Raciocínio clínico ocupacional
Disfunção ocupacional em AVDs e AIVDs decorrente de comprometimento motor e sensorial do membro superior direito (dominante) com não uso aprendido, agravada por baixa iniciativa e perda dos papéis ocupacionais de cozinheiro e cuidador da horta. Contexto domiciliar sem adaptações e cônjuge assumindo as tarefas reforçam a dependência.
Objetivos ocupacionais
• Vestir a parte superior do corpo de forma independente em 8 semanas • Cortar alimentos e preparar uma refeição simples com adaptações em 12 semanas • Usar o membro superior direito como auxiliar em tarefas bimanuais diárias em 6 semanas • Retomar o cuidado da horta com adaptação de ferramentas em 12 semanas
Plano terapêutico
Treino de AVDs com técnicas de vestuário para hemiparesia e graduação de atividade; treino de função manual bimanual e uso forçado modificado do MSD em tarefas significativas (preparo de refeições na cozinha terapêutica, horta); estimulação sensorial da mão direita. Tecnologia assistiva: tábua de corte com fixador e faca adaptada, engrossador de cabo para talheres e ferramentas de jardinagem, órtese de posicionamento de punho noturna. Orientação à esposa para supervisionar sem fazer pelo paciente. Frequência: 2 atendimentos por semana, 24 atendimentos previstos com reavaliação (COPM e Barthel) na 12ª semana. Encaminhamento sugerido ao médico assistente para avaliação do humor.

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