- Anamnese
- Paciente refere dor lombar baixa há 6 semanas, de início insidioso após mudança de rotina de trabalho sentada. Dor em EN 7/10 ao final do dia, piora ao sentar por longos períodos e ao flexionar o tronco; melhora ao caminhar. Nega irradiação para membros inferiores, parestesias ou alteração esfincteriana. Sem tratamento fisioterapêutico prévio; fez uso de analgésico simples orientado pelo médico assistente. Objetivo: retomar corrida leve sem dor.
- Exame físico-funcional
- Postura: retificação da lordose lombar, anteriorização de cabeça. Palpação: tensão em paravertebrais lombares bilateral, sem dor à percussão de processos espinhosos. ADM lombar: flexão 45° com dor terminal, extensão 15° sem dor, inclinações simétricas. Força: flexores de quadril 4/5 bilateral, extensores de quadril 4/5, abdominais 3+/5 (teste de resistência do tronco). Testes: Lasègue negativo bilateral, Slump negativo, teste de instabilidade em prono negativo. Marcha sem alterações.
- Escalas
- • EN 7/10 (fim do dia) e 3/10 (repouso)
• Oswestry 28%
- Diagnóstico cinesiológico-funcional
- Lombalgia mecânica inespecífica com déficit de controle motor e resistência da musculatura estabilizadora do tronco, limitação para flexão sustentada e para permanecer sentado por período prolongado.
- Objetivos
- • Reduzir dor para EN ≤ 3/10 em atividades diárias em 4 semanas
• Recuperar flexão lombar completa sem dor em 6 semanas
• Retomar corrida leve em 8 semanas
- Plano terapêutico
- Cinesioterapia com ênfase em controle motor e estabilização segmentar, mobilização articular lombar grau II–III, terapia manual em tecidos moles paravertebrais, educação em dor e ergonomia. Frequência: 2 sessões por semana, 16 sessões previstas com reavaliação na 8ª. Orientações domiciliares: pausas ativas a cada 45 min sentado, exercícios de ativação de transverso e glúteos diariamente.