Política de privacidade.
Última atualização: 8 de setembro de 2026
Esta política explica quais dados o notare trata, com que finalidade, por quanto tempo e o que você pode exigir a respeito. Dados de saúde são dados pessoais sensíveis na LGPD e recebem tratamento específico aqui.
1. Papéis: quem controla o quê
A clínica é a controladora dos dados dos seus pacientes: é ela quem decide por que e como esses dados são tratados. O notare atua como operador, tratando esses dados em nome da clínica e conforme suas instruções.
Para os dados da própria conta — nome, e-mail, CRM, dados de assinatura dos usuários do sistema — o notare é controlador.
2. Dados tratados
O sistema trata, conforme o uso que a clínica faz dele:
- cadastro dos usuários: nome, e-mail, papel, CRM e UF quando aplicável;
- cadastro de pacientes: nome, CPF, data de nascimento, sexo, telefone e e-mail;
- dados clínicos: anotações da consulta, notas em formato SOAP e documentos gerados;
- áudio de consulta, quando a gravação é usada e o paciente consente;
- registros técnicos: data, hora, usuário e ação, gravados no log de auditoria.
3. Bases legais
Dados de saúde são tratados para a tutela da saúde, por profissional de saúde ou serviço de saúde (art. 11, II, 'f' da LGPD). Dados cadastrais e de cobrança são tratados para execução do contrato de assinatura.
Registros de auditoria são mantidos para cumprimento de obrigação regulatória e para a rastreabilidade exigida do prontuário eletrônico.
4. Consentimento para gravação
A gravação de áudio da consulta só acontece após o consentimento do paciente ser registrado no sistema. O consentimento pode ser recusado sem prejuízo do atendimento: a nota pode ser digitada normalmente.
5. Compartilhamento
Dados não são vendidos e não são usados para publicidade. O compartilhamento se limita aos operadores necessários para o serviço funcionar — hospedagem, processamento de linguagem para geração dos documentos, transcrição de áudio, envio de e-mail e processamento de pagamento —, todos contratualmente obrigados a tratar os dados apenas conforme estas finalidades.
Conteúdo clínico enviado a modelos de linguagem não é usado para treinar modelos de terceiros.
6. Segurança
O acesso é isolado por conta: nenhum usuário de uma clínica alcança dados de outra. As senhas são guardadas apenas como hash. Cada acesso a prontuário e a documento gera registro de auditoria com autor, data e ação.
7. Retenção
Prontuários e documentos seguem o prazo mínimo de guarda previsto na regulamentação médica aplicável, contado do último atendimento. Cadastros inativados permanecem recuperáveis dentro desse período, porque histórico clínico não é apagado por engano de clique.
Dados de cadastro e cobrança são mantidos enquanto a conta existir e pelos prazos legais fiscais depois disso.
8. Direitos do titular
O paciente pode pedir confirmação de tratamento, acesso, correção, portabilidade, anonimização ou eliminação dos seus dados, além de informação sobre com quem eles foram compartilhados. O pedido deve ser feito à clínica, que é a controladora; o notare fornece à clínica os meios para atendê-lo.
Usuários do sistema podem exercer os mesmos direitos quanto aos seus próprios dados cadastrais diretamente com o notare, pelo canal de suporte no produto.
9. Incidentes
Em caso de incidente de segurança com risco relevante aos titulares, a clínica é comunicada com a descrição do ocorrido, os dados envolvidos e as medidas tomadas, em prazo compatível com o dever de comunicação à ANPD.
10. Mudanças nesta política
Alterações relevantes são avisadas por e-mail ao titular da conta e publicadas aqui, com a data de atualização no topo.